Publicado por POS
- quarta-feira, 2 de janeiro de 2008 às 01:17.

Desde que há cento e duzentos anos vi "Dressed to kill", Brian De Palma permanece no meu quadro de honra de cineastas. Não interessará porquê, visto eu ser um cinéfilo de terceira apanha, o que me salva, pois nem terei de usar os expedientes discursivos comuns à crítica de pacotilha (não é o mesmo que a Crítica), elaborando um texto em que lugares-comuns disfarçam a ausência de real erudição. Gosto. Pronto. E este "Redacted" ("Censurado", na versão portuguesa) nem é um filme típico de De Palma, como o foi o precedente "The Black Dahlia". Mas é brutal, incisivo, certeiro. Os simples (e assim são a maioria dos compatriotas do cineasta) poderão anatematizar obra e autor, com acusações de antiamericanismo (palavra sem o peso de imbecilidade que há em "un-american"), como sempre o fizeram, por exemplo, com o documentarista Michael Moore. E os obedientes filo-americanos, espécie entre nós tão revelada pelos blogues, vão logo atrás. Incorrem, porém, num erro basilar: o filme não é contra a América (ou contra a alienação mental a que George W. Bush dá rosto), mas, essencialmente, sobre o que a guerra faz das pessoas, sei lá se alterando-as ou revelando-as.
Etiquetas: cinema, guerra, Iraque
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